A VIDA DOS CHAMADOS" BARÕES DA BORRACHA"

 

Imagens captadas por volta de 1908-1911 às margens do Rio Madeira, na fronteira entre a Bolívia e o Brasil. Provavelmente, o fotógrafo era um certo Dr. Bauler,Suíço e, felizmente, descreveu a maioria das fotografias no verso.


Há imagens de Villa Bella, Cachuela Esperanza, C. Madeira, C. Mamore, C. Chocolatal, C. Riverao, C. Jirau, C. Teotônio e C. Santo Antonio. Nomes como: Sr. Carlos Meyer (Hamburgo), Sr. Lugones, Sr. Alfredo Ufenast, Mozo Trinitario, Don Fred Arnold, Sra. Hunrek, Sr. Gasser, Sr. Furrer, Sr. Haase, Franzisco Suárez, Oscar Suarez, Estevan Pasema, Don Pedro Juarez.

 

Não se deve esquecer que muitos dos índígenas que coletaram a borracha foram assassinados, violados e flagelados constantemente, sendo presos e forçados à extração da seringa. Em algumas áreas, cerca de 90% da população indígena foi exterminada.

 

Wolfgang Wiggers

(publicado no FLICKR - trad. livre)

 

Fotos: Dr. Bauler (1908-1911)

SERINGUEIROS NA AMAZÔNIA

 

*Antônio Carlos Galvão da SILVA

**Josué da Costa SILVA

 

Apesar da penetração ao interior da floresta amazônica até meados do século XIX, o surto migratório para a Amazônia teve, efetivamente, início nos anos de 1877-1879. Estima-se que do primeiro ciclo da borracha até 1960, aproximadamente 500.000 nordestinos vieram para Amazônia. A desterritorialização de tantas pessoas foi motivada, principalmente, pelas condições de miséria, conflitos no campo, secas e pelo sonho de ficarem ricos e poder voltar à sua terra para viverem em condições mais digna. No entanto, a realidade foi bem diferente. Os seringalistas não permitiam que os seringueiros desviassem sua atenção do objetivo principal: a extração do látex. Os primeiros se comprometiam em possibilitar o aviamento de gêneros alimentícios, roupas e utensílios necessários para o fabrico e entregá-lhes estradas de seringa em condições de serem exploradas, bem como o apoio na construção de tapiris e defumadores. Entrementes, o seringueiro só poderia descansar um dia na semana e destinar toda a produção de borracha para o patrão que lhe aviou. Diante das dificuldades, meninos e meninas eram despidos de sua inocência e obrigados à responsabilidade da atividade da coleta do látex.

 

*Mestrando em Geografia pela Fundação Universidade Federal de Rondônia;
**Professor do Depto de Geografia e Coordenador do Programa de Pós-Graduação Mestrado em GeografiaUNIR. 

 

FONTE:  SERINGUEIROS NA AMAZÔNIA

 

POSTAIS ANTIGOS DO BOOM DA BORRACHA

MOXOS - REMADORES BOLIVIANOS

COLEÇÃO DE ALBERT FRISCH - 1865