Zé Maria – Vida de Seringueiro

 

Docudrama baseado na História Oral de Vida de José Maria dos Santos. No início dos anos 90, com o recente assassinato de Chico Mendes, o movimento de seringueiros no Acre, Rondônia e Amazonas tomaram corpo. No Município de Guajará Mirim, nos seringais do Rio Ouro Preto, e do Rio Pacaás Novos os seringueiros começaram a se organizar contando com o apoio de um bom número de ONG´s. Zé Maria desponta como uma das mais importantes lideranças. A vida de seringueiro era muito solitária, viviam ao longo do rio sós, ou com a família, distantes uns dos outros muitas horas de barco. O movimento foi se constituindo com a implantação de projetos alternativos ao declínio do comércio da borracha. Aprendendo juntamente com o movimento sindical e com o movimento indígena Zé e seus companheiros foram trazendo escolas e posto de saúde para dentro do seringal. O documentário foi sendo constituído ao longo das lutas, e da consolidação de mais de 30 seringais, pequenos e grandes, totalizando mais de 1,8 milhões de hectares de reservas materializadas em decretos estaduais e federais, e por conseguinte de floresta preservada, e de floresta para viverem seringueiros, indígenas, e ribeirinhos de maneira integrada. Hoje, com a avassaladora destruição da floresta promovida por pecuaristas, empresários do centro-sul, garimpeiros, plantadores de soja, estimulada por prefeitos, deputados, governadores, com as garantias do judiciário, Zé Maria não deixa de sonhar com a floresta em pé, e não se furta a dar conselhos, participar de reuniões. Como disse: “o que pude fazer pelos companheiros sempre fiz.”

 

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Projeto premiado pela Lei Aldir Blanc, Edital Nº 35/2021/SEJUCEL-CODEC

2ª Edição Jair Rangel Pistolino  - Prêmio de Produção Audiovisual e Artes Cênicas

 

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“VIDA, O QUE É?”

 

Projeto premiado pelo Edital Nº008/2021 LEI ALDIR BLANC Nº 14.017/2020

 Funcultural - Porto Velho/RO. Categoria B: Produção audiovisual.

Nos propusemos a elaboração de um curta-metragem, no gênero documentário, a fim de capturar a primeira reação dos entrevistados, com a pergunta “Vida, o que é?”. Ao longo dos últimos 03 anos, documentamos e entrevistamos pessoas em várias cidades, estados e até alguns países. Durante a pandemia, essas entrevistas aconteceram através de plataformas digitais.

 

No ano de 2019, realizamos a instalação fotográfica “Nós que aqui estamos por Vós Esperamos”, de Nilson Santos, com fotografias de pessoas já falecidas, sepultadas em um cemitério na cidade de São Paulo. O tema central da instalação fora refletir a dádiva da vida, o tempo em que estamos vivos e para onde vamos. No trabalho de pesquisa e produção desta mostra, nos deparamos com inúmeras questões sobre a existência e de como, enquanto sociedade, estamos refletindo este momento. 

 

“Vida, o que é?”, busca essa primeira reação do entrevistado, a primeira imagem que se forma quando a questão é colocada. Foram 72 entrevistas, infelizmente, com a distância do tempo e a condição pandêmica perdemos contato com alguns entrevistados. São pessoas das mais diversas vivências e status social, religiosos, pessoas em situação de rua, estudantes, homens, mulheres, antropólogos, indígenas, negros, professores, artistas, cozinheiros. É a busca desse olhar para a existência.

         

O documentário “Vida, o que é?”, se firma como uma provocação para a vida cotidiana, de como estamos refletindo esse tempo sem tempo. A atualidade, em tempos difíceis que enfrenta toda a humanidade, onde nos falta oxigênio, elemento básico para a vida, milhões de pessoas morrendo por um vírus, de um dia para o outro, inúmeras pessoas infectadas, é assustador como a morte está presente no cotidiano e normalizamos isso em nosso olhar. 

       

Partindo de uma pergunta que, no primeiro momento, parece simples, cuja as respostas poderiam ser mais simples ainda, nos coloca diante de uma imensa fragilidade que se refere à vida. Este período entre o nascimento e a morte é uma atividade comum na extensão da existência humana. Há respostas de todo o tipo, não a certa, não a errada, mas o esboço da reação dos entrevistados em busca destas respostas dentro de si.

 

As narrativas são esta linha tênue entre o existencial e o subjetivo. O que compõe essa teia da vida enquanto ela acontece. 

Instalação Multimídia

 "Nós que aqui estamos, por vós Esperamos"

Teaser "Vida, o que é?"

Live de estréia - Vida o que é ?

Vida, o que é?

Playlist - Extra - Off

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Nascido em Rio Claro-SP-Brasil em 1962, Nilson Santos vive na Amazônia (Rondônia) desde 1991. É Professor da Universidade Federal de Rondônia, onde trabalha com Memória e Educação Indígena e Povos da Floresta. Faz parte do Coletivo Madeirista, que atua principalmente nas temáticas: fotografia, artes plásticas, intervenção urbana, produção cultural e editoração de livros. Rondônia, Amazônia Brasileira.

 

 

 

Nasceu em Rio Claro-SP, no ano de 1966. Vive na Amazônia (Rondônia) desde 1991. Analista Junguiana, trabalha com os Povos da Floresta. Faz parte do Coletivo Madeirista, grupo multidisciplinar de artistas que se reúne para produção e discussão de arte contemporânea na cidade de Porto Velho, Rondônia, sul da Amazônia Brasileira.

 

 

 

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